Quando o assunto é precificação e finanças, muitos lojistas ainda enfrentam dúvidas que, se não forem endereçadas corretamente, podem comprometer diretamente o lucro, o caixa e a competitividade do negócio.
Margem de lucro ideal, rateio de custos fixos, competitividade de preços e lucro que não se transforma em dinheiro no caixa estão entre os temas que mais geram confusão no dia a dia.
Para ajudar a esclarecer esses pontos, reunimos no vídeo abaixo as principais perguntas que chegam à Preço Certo. Confira:
À seguir, esclarecemos algumas dúvidas:
1. “Minha empresa dá lucro, mas não gera caixa. Por quê?”
Essa é, sem dúvida, uma das dúvidas mais comuns entre os lojistas.
Muita gente olha apenas para o DRE e entende que, se o demonstrativo mostra lucro, então está tudo bem. Mas lucro e caixa são coisas diferentes — e ignorar isso pode levar a diagnósticos totalmente equivocados.
Quando uma empresa apresenta lucro, mas o caixa está no negativo, há indícios claros de que a análise financeira está incompleta. O fluxo de caixa pode estar apertado porque:
- Os prazos de pagamento com fornecedores não estão alinhados com os prazos de recebimento;
- Há excesso de estoque, prendendo capital que deveria estar circulando;
- Existem repasses que estão demorando mais do que o esperado;
- A operação está olhando apenas o resultado contábil, sem considerar o movimento real do dinheiro.
A verdade é simples: faturamento é ego, lucro é ponto de vista… mas caixa é realidade!
2. “Qual é a margem de lucro ideal para o meu negócio?”
A resposta é direta: não existe uma margem ideal universal.
Cada negócio tem um cenário próprio, com custos, posicionamento, concorrência e estratégias de precificação diferentes. A margem precisa ser suficiente para cobrir os custos fixos da operação e garantir que cada venda contribua para o resultado final.
Falamos especificamente sobre esse ponto no vídeo abaixo:
3. “Posso diluir custos fixos no preço de venda?”
A resposta é: não.
Diluir custos fixos dentro do preço de venda pode parecer uma solução simples, mas na prática aumenta o preço artificialmente e coloca a empresa em grande desvantagem competitiva.
Se a sua operação tem custos fixos altos e você distribui esse valor entre os produtos, basta um concorrente com estrutura mais enxuta para derrubar seus preços. Nesse cenário, você perde venda e perde competitividade — e ainda corre o risco de tomar decisões baseadas em números que não refletem a realidade.
Se quiser entender esse tema mais a fundo, recomendamos a leitura do artigo:
Por que é errado fazer o rateio de custos indiretos?
4. “Como equilibrar competitividade e margens?”
Essa é uma das maiores dores dos lojistas — e uma das mais estratégicas.
O primeiro passo é entender o ciclo de vida do produto, já que cada item passa por fases de introdução, crescimento, maturidade e declínio — e cada etapa pede estratégias diferentes.
Além disso, em qual categoria estratégica esse produto está.
São elas:
- Geradores de tráfego
- Complementador de venda
- Maximizador de lucro
Cada categoria tem uma estratégia de margem e competitividade diferente — e entender essa lógica é fundamental para tomar decisões seguras.
Assista ao vídeo completo e aprofunde sua estratégia financeira
As perguntas sobre precificação e finanças fazem parte do dia a dia de qualquer operação que deseja crescer de forma saudável.
As perguntas sobre precificação e finanças fazem parte do dia a dia de qualquer operação que deseja crescer de forma saudável.
Por isso, reunimos todas essas respostas em um único conteúdo, para te ajudar a identificar gargalos e ajustar sua gestão com mais clareza.
Algumas dúvidas frequentes:
Uma empresa pode ter lucro no DRE e, ainda assim, ter problema de caixa. Isso acontece quando o dinheiro não entra no mesmo ritmo em que sai.
Não. A margem depende da estratégia, dos custos e da categoria dos produtos.
Não é recomendado. Diluir custos fixos reduz competitividade e pode distorcer o preço final.
Usando uma estratégia de precificação baseada no ciclo de vida do produto e nas categorias estratégicas (tráfego, complemento e lucro).
